MP cumpre mandado em prefeitura após ignorar pedidos de documentos no interior de MS

Operação em Japorã (MS). MPMS/Reprodução O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Omi...

MP cumpre mandado em prefeitura após ignorar pedidos de documentos no interior de MS
MP cumpre mandado em prefeitura após ignorar pedidos de documentos no interior de MS (Foto: Reprodução)

Operação em Japorã (MS). MPMS/Reprodução O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação Omissionis. A ação cumpre um mandado de busca e apreensão de documentos públicos na Prefeitura de Japorã. A operação é realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça de Mundo Novo. O g1 questionou a Prefeitura de Japorã, que afirmou que a criação do cargo investigado é legal, respeita a operação de busca e apreensão e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Veja a nota na íntegra no fim da reportagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A busca foi determinada pela 2ª Vara de Mundo Novo. A medida faz parte de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades na criação, estruturação, atribuições e ocupação do cargo de superintendente-geral de Gestão de Japorã. A Justiça autorizou a apreensão porque a prefeitura não atendeu a vários pedidos anteriores do Ministério Público para enviar os documentos. A decisão judicial apontou que havia risco de ocultação, extravio ou destruição das provas necessárias para a apuração. O material apreendido será analisado pelo MPMS e anexado ao inquérito. As investigações continuam para esclarecer o caso. O material apreendido será analisado pelo MPMS e anexado ao inquérito. As investigações continuam para esclarecer o caso. O que diz a prefeitura "A Administração Municipal de Japorã vem à público para se manifestar com relação à operação de busca e apreensão sofrida na data de hoje, em cumprimento a mandado judicial expedido pela Justiça Estadual: - A Administração Municipal já havia prestado informações no bojo do inquérito civil que apura supostas irregularidades relacionadas à criação, estruturação, atribuições e ocupação do cargo de Superintendente Geral de Gestão do Município de Japorã, enviando documentos tais como: Lei Complementar Municipal n.º 065/2025; cópia integral do processo de nomeação do cargo; e demais atos normativos correlatos. - Justificou ainda, na oportunidade, que criação do órgão em questão, e por consequência, do respectivo cargo que materializa sua atuação, é amparada no poder de auto-organização e autonomia dos Municípios, conferida pelo artigo 18 da Constituição Federal. Dita autonomia de auto-organização é reafirmada no artigo 1º da Lei Orgânica Municipal, sendo que, a competência para legislar sobre a matéria decorre do artigo 30, I, da Constituição Federal. - Justificou que as atribuições do órgão não se cofundem com a Controladoria Geral do Município e nem com a Chefia de Gabinete, dada a sobreposição hierárquica às Secretarias Municipais, abaixo apenas do Gabinete do Prefeito, que é o órgão máximo do Poder Executivo local. - Um dos objetos da busca e apreensão, a saber: “integralidade do processo legislativo da Lei Complementar Municipal n.º 065/2025” é documento afeto ao Poder Legislativo, onde tramitou o processo, e não do Poder Executivo, na qualidade apenas de autor do projeto. - A Administração Municipal respeita a decisão judicial e a atuação do Ministério Público Estadual, porém reafirma sua trajetória de transparência e efetividade na gestão fiscal, que infirma qualquer suposição de risco de ocultação, extravio ou inutilização de documentos que sejam necessários a qualquer apuração dos órgãos de controle externo. - Segue à disposição das autoridades envolvidas, assim como, no acompanhamento do desfecho das investigações. Agora no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: