Justiça manda retirar tornozeleira de 'Japa do PCC', investigada por lavagem de dinheiro

Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico Reprodução e Rede Amazônica A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelare...

Justiça manda retirar tornozeleira de 'Japa do PCC', investigada por lavagem de dinheiro
Justiça manda retirar tornozeleira de 'Japa do PCC', investigada por lavagem de dinheiro (Foto: Reprodução)

Defesa de Karen de Moura Tanaka pediu retirada de monitoramento eletrônico Reprodução e Rede Amazônica A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares de uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno e nos dias de folga de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa'. Ela é investigada por lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). As restrições, que eram cumpridas desde agosto de 2025, foram substituídas pela proibição de deixar o estado de São Paulo sem autorização e pela entrega do passaporte à Justiça. Foi mantida, porém, a obrigação de comparecimento mensal em juízo para justificar atividades. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Karen foi presa em fevereiro de 2024 com mais de R$ 1 milhão e US$ 50 mil no litoral de São Paulo. A prisão foi convertida em domiciliar por conta do filho que teve com 'Cabelo Duro', apontado como um dos chefes do PCC, e depois substituída por medidas cautelares. Os advogados de Karen solicitaram o fim do monitoramento eletrônico, apontado como “instrumento de punição e tortura psicológica”. Segundo a defesa, ela sempre esteve à disposição das autoridades e nunca quebrou as medidas impostas. A defesa também alegou que, mesmo após o encerramento do inquérito, novas investigações foram abertas, prolongando o uso da tornozeleira. Os advogados pontuaram que a investigada não foi denunciada pelo Ministério Público até o momento. O pedido foi avaliado pela juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, que acolheu parte das solicitações feitas pela defesa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cattan considerou que manter o recolhimento noturno e a tornozeleira eletrônica por tempo indefinido seria desproporcional e poderia transformar uma medida cautelar em uma espécie de pena antecipada. “Não se justifica que uma pessoa permaneça submetida a recolhimento noturno e nos dias de folga e a monitoração eletrônica enquanto se aguarda a conclusão de diligências que deveriam ter sido realizadas há muito tempo”, destacou. A decisão também levou em conta que Karen tem residência fixa, não violou as medidas anteriores e não demonstrou tentativa de fuga. “O recolhimento noturno e nos dias de folga é medida que restringe significativamente a vida social e familiar”, disse a juíza. A determinação estipula que ela entregue o passaporte em até cinco dias para que o monitoramento eletrônico seja retirado. A defesa de Karen, porém, informou que o documento já havia sido apreendido pela Polícia Civil. A juíza pediu ainda que a Polícia Civil informe o andamento das diligências em até 30 dias, especialmente sobre a perícia do celular apreendido da investigada. Investigada Viúva de chefe de facção executado é presa por lavagem de dinheiro no litoral de SP Matheus Croce/TV Tribuna O anúncio da prisão de Karen foi feito em fevereiro de 2024, durante a Operação Verão, pelo então secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, e pelo delegado-geral de São Paulo, Artur José Dian. De acordo com Dian, as investigações iniciadas em junho de 2023 apontam Japa como uma das principais responsáveis pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na Baixada Santista. “Ela fazia a lavagem de dinheiro através de diversas empresas de 'laranjas'. Pegava esse dinheiro e o fazia circular. Os relatórios de informações financeiras levam a milhões de reais”, explicou o delegado-geral à época. Mandado foi cumprido na residência de Karen, na capital do estado Reprodução Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) mostra que uma empresa criada por Karen movimentou mais de R$ 35 milhões. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de busca: em uma residência em Bertioga, em um escritório virtual usado para acordos de lavagem e no apartamento onde foi detida no Tatuapé, em São Paulo. Viúva de Cabelo Duro Viúva de chefe de facção executado é presa por lavagem de dinheiro no litoral de SP Divulgação/Polícia Civil e Reprodução Karen é viúva de 'Cabelo Duro', executado em 2018 e apontado como um dos principais chefes do PCC. Ele foi investigado por roubos em marinas de luxo e pelo assassinato de um policial militar. A polícia também apura se Wagner desviou dinheiro ou participou das mortes de outros dois integrantes da facção: Rogério Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano de Souza, o Paca. Segundo a Polícia Civil, Karen já havia se relacionado com outro integrante do PCC, conhecido como ‘Juan’, também executado em 2011. À época, a defesa dela afirmou desconhecer o envolvimento dos companheiros com o crime organizado.