João Henrique Catan (NOVO) promete reduzir impostos, escolas em modelos dos EUA e tabela estadual no SUS em MS

João Henrique Catan: entrevista com candidato a governador de MS O candidato João Henrique Catan (Novo) é o quarto candidato ao governo de Mato Grosso do Sul...

João Henrique Catan (NOVO) promete reduzir impostos, escolas em modelos dos EUA e tabela estadual no SUS em MS
João Henrique Catan (NOVO) promete reduzir impostos, escolas em modelos dos EUA e tabela estadual no SUS em MS (Foto: Reprodução)

João Henrique Catan: entrevista com candidato a governador de MS O candidato João Henrique Catan (Novo) é o quarto candidato ao governo de Mato Grosso do Sul a ser entrevistado nesta quinta-feira (17), durante o MSTV 1ª edição. A conversa ao vivo é conduzida pela jornalista Bruna Mendes. Assista à íntegra da entrevista no vídeo acima. Entre os temas abordados estiveram saúde, segurança pública, violência contra as mulheres, educação, combate às facções criminosas e economia. Veja, abaixo, as respostas de João Henrique sobre cada assunto. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A entrevista faz parte de uma série de sabatinas ao vivo com candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. A TV Morena promoveu reuniões com os partidos políticos para definir a ordem das entrevistas com os candidatos ao governo do estado na emissora. As entrevistas com os candidatos terminam nesta sexta-feira (18), com Lucien Rezende (PSOL). Confira o que respondeu o candidato sobre os seguintes temas: Saída do PL e falta de apoio Apoio a Romeu Zema Saúde e redução das filas Hospitais regionais Médicos especialistas Segurança pública Violência contra as mulheres Combate às facções criminosas Educação e evasão escolar Economia Agronegócio Considerações finais Primeira pergunta: Saída do PL e falta de apoio João Henrique Catan (NOVO) diz que não se sente excluído pelo 'bolsonarismo' A entrevista começou com uma pergunta sobre a saída de João Henrique Catan do PL para viabilizar a candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul. O partido não o apoiou na disputa. O candidato foi questionado se havia se sentido excluído por ser um antigo apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. João Henrique afirmou que continua sendo apoiador e admirador de Bolsonaro. Ele também corrigiu informações sobre um boneco do ex-presidente que teria sido apreendido no comitê de campanha. Segundo o candidato, o objeto foi apreendido pela Polícia Federal durante uma manifestação popular na Avenida Afonso Pena, e não no comitê. Ele disse que não se sente excluído e que considera ter mantido coerência com os princípios que o levaram à política. Também afirmou haver um cenário de desânimo em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segunda pergunta: Apoio a Romeu Zema João Henrique Catan (NOVO) diz que apoia Zema como candidato a presidência Na segunda pergunta, o candidato foi questionado se, por ser do Novo, também pediria votos para Romeu Zema, que disputa a Presidência da República pelo partido. João Henrique afirmou que leva consigo as pautas que defende e que foi recebido de portas abertas pelo Novo. Disse ainda que admira a gestão de Zema em Minas Gerais, estado que, segundo ele, recebeu com dificuldades financeiras. O candidato declarou que, por fidelidade partidária e por acreditar no projeto do Novo, votará em Romeu Zema. Terceira pergunta: Saúde e redução das filas João Henrique Catan (NOVO) promete fila única na saúde e tabela estadual do SUS Na terceira pergunta, João Henrique foi questionado sobre a proposta de zerar, nos primeiros 12 meses de governo, as filas consideradas críticas de consultas, exames e cirurgias, por meio da criação de uma fila única e de um painel público de acompanhamento. Ele foi perguntado sobre o tamanho atual da demanda. O candidato afirmou que o governo de Eduardo Riedel não divulga uma fila pública e criticou a gestão da regulação de vagas no estado. Como proposta, disse que pretende firmar convênios com hospitais filantrópicos e particulares de Mato Grosso do Sul para a realização de exames e cirurgias durante a madrugada. Quarta pergunta: Hospitais regionais João Henrique Catan (NOVO) promete levar gabinete para despachar 'dentro do HRMS' João Henrique afirmou que pretende levar o gabinete do governador para dentro do Hospital Regional de Campo Grande (HR), para acompanhar de perto as demandas da unidade. Ele criticou a quantidade de vagas vermelhas disponíveis no hospital, mencionando a existência de seis. O candidato também defendeu a ampliação de hospitais regionais com atendimento 24 horas, mais leitos, cirurgias e suporte especializado em regiões com vazios assistenciais. Ao ser questionado sobre quais regiões e municípios seriam contemplados pelas mudanças, João Henrique afirmou que o plano de governo estabelece nove regiões com previsão de alterações na estrutura de atendimento. Ele citou hospitais de Corumbá, Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã. O candidato também falou sobre os contratos com organizações sociais (OSS) e comparou os valores recebidos por hospitais com a produção de serviços. Também mencionou valores relacionados à tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e defendeu a criação de uma tabela estadual. Quinta pergunta: Médicos especialistas João Henrique Catan (NOVO) promete plano de carreira para médicos especialistas Na quinta pergunta, o candidato foi questionado sobre como pretende ampliar o atendimento de especialistas, incluindo a pediatria, e recuperar a confiança dos profissionais para que permaneçam no estado. João Henrique defendeu a criação de um plano de carreira. Segundo ele, médicos, enfermeiros e servidores administrativos precisam de melhores condições de trabalho e de previsibilidade na remuneração. Ele afirmou que os profissionais não teriam segurança para se deslocar para regiões com falta de atendimento se houvesse risco de redução salarial ou piora nas condições de trabalho no ano seguinte. Sexta pergunta: Segurança pública Na sexta pergunta, João Henrique foi questionado sobre a segurança pública e sobre um projeto apresentado por ele na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) que propõe a proibição do uso de câmeras corporais por policiais. O candidato afirmou que não considera que os policiais sejam o principal grupo que deveria ser monitorado. Segundo ele, a tecnologia deveria ser utilizada para fiscalizar pessoas envolvidas em negociações de propina, incluindo políticos, secretários e integrantes do governo. Questionado se as câmeras poderiam proteger os policiais, disse que respeita as forças de segurança e confia nos agentes. Afirmou ainda que seu primeiro ato de governo seria convocar policiais em formação, ampliar o efetivo e valorizar a categoria. Sétima pergunta: Violência contra as mulheres Na sétima pergunta, o candidato falou sobre o uso de tecnologia no combate à violência contra as mulheres e ao feminicídio. Ele defendeu a instalação de câmeras nas ruas, com uso de inteligência artificial, para auxiliar na identificação de criminosos e no monitoramento de situações de risco. O candidato também defendeu ações de acolhimento e geração de renda para mulheres que desejam deixar relacionamentos violentos. Segundo ele, é necessário oferecer alternativas para que essas mulheres possam sair de casa e ter independência financeira. Oitava pergunta: Combate às facções criminosas Na oitava pergunta, João Henrique foi questionado sobre o avanço das facções criminosas no país e em Mato Grosso do Sul, além dos índices de mortes violentas intencionais registrados no estado. Ele defendeu investimentos nos servidores públicos, em tecnologia, treinamento e condições de trabalho para as forças de segurança. Também afirmou que a polícia deve ter autonomia para investigar qualquer pessoa, sem distinção. Nona pergunta: Educação e evasão escolar Na nona pergunta, o candidato falou sobre a proposta de combater a evasão escolar, identificar precocemente o abandono dos estudos e evitar que jovens deixem a escola para ajudar na renda familiar. João Henrique citou resultados de escolas públicas em comparação com instituições particulares e mencionou o modelo de escolas militares. O candidato defendeu a possibilidade de adoção das chamadas "escolas charter", modelo em que a administração da unidade é feita por uma organização ou associação parceira, com recursos públicos e autonomia para decisões como a escolha da direção e a contratação de profissionais. Segundo ele, o modelo permitiria que cada escola definisse suas necessidades, incluindo o uso de computadores, tablets e a remuneração dos professores. Também afirmou que pretende ampliar o uso de tecnologia e informação e ouvir os servidores para avaliar o sistema educacional e o trabalho dos professores. Décima pergunta: Economia Na décima pergunta, João Henrique foi questionado sobre quais impostos e taxas pretende reduzir e como seria feita essa mudança. O candidato mencionou uma projeção de R$ 13 bilhões em renúncias fiscais para 2028. Defendeu que o governo dê transparência aos beneficiários dos incentivos e afirmou que é necessário cobrar contrapartidas das empresas. João Henrique disse que pretende reduzir a carga tributária por meio da revisão das renúncias fiscais e aplicar princípios do liberalismo econômico para ampliar a arrecadação. Entre as propostas, citou o fim da chamada pauta fiscal, que, segundo ele, obriga o pagamento de impostos antes da venda dos produtos, além da adequação das regras à reforma tributária. O candidato também defendeu que incentivos fiscais sejam direcionados à produção e ao comércio, incluindo pequenos empreendedores e trabalhadores informais. Décima primeira pergunta: Agronegócio Na décima primeira pergunta, João Henrique foi questionado sobre a proposta de ampliar os incentivos fiscais para pequenos e médios produtores e criar um modelo estadual inspirado na lógica do Plano Safra, com taxas de juros mais baixas. O candidato defendeu a criação de incentivos para quem produz em Mato Grosso do Sul. Ele citou o transporte de hortaliças e outros produtos de São Paulo para o estado e questionou por que não haveria um plano de incentivo para a produção local. João Henrique também propôs a criação de cinturões de produção de legumes e verduras nas proximidades dos centros consumidores. Segundo ele, a intenção é investir no comércio e nos pequenos e médios produtores. Considerações finais "Eu quero conversar com você que perdeu a coragem de acreditar que a política serve como instrumento de transformação. Eu quero dizer pra você que eu sou um jovem deputado estadual que entrei começando a conversar com as pessoas no comércio com uma caixinha de som, e as pessoas diziam: 'não vai dar certo, não vai funcionar'. Diziam que eu não ia me eleger vereador, diziam que eu não ia me eleger deputado estadual, diziam que eu não ia me eleger prefeito da capital, diziam que eu não ia me reeleger. Eu só cheguei lá, por acreditar que era possível fazer diferente, por me entregar, por não desistir. Por acreditar que a política, Bruna, era um instrumento de realização e transformação. Eu ficaria muito triste vendo que hoje tem a opção do PT e do PSDB, que trabalharam juntos, inclusive para eleger essa prefeita, a pior prefeita da história da nossa capital e a pior do país. Eu ficaria muito triste e decepcionado com o João Henrique Catan de 10 anos atrás, com a criança de 15 anos atrás, 20 anos atrás, se eu não tivesse tentado." João Henrique Catan (NOVO) no MS1. Débora Ricalde/g1 MS Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: