IA no mercado de trabalho: ameaça ou oportunidade para a carreira?

Tecnologia e formação caminham juntas na preparação de profissionais para um mercado de trabalho em constante transformação Marcel Sabatino A inteligênci...

IA no mercado de trabalho: ameaça ou oportunidade para a carreira?
IA no mercado de trabalho: ameaça ou oportunidade para a carreira? (Foto: Reprodução)

Tecnologia e formação caminham juntas na preparação de profissionais para um mercado de trabalho em constante transformação Marcel Sabatino A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade no cotidiano de milhões de profissionais. Seja para organizar informações, automatizar tarefas, produzir textos, analisar dados ou apoiar decisões, a tecnologia está transformando a forma como as pessoas trabalham e, consequentemente, as competências exigidas pelo mercado. Em pesquisa realizada pelo Datafolha neste ano, entre as pessoas que conhecem a inteligência artificial, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de perder a profissão para a tecnologia. Ao mesmo tempo, o uso da IA nas atividades profissionais segue em crescimento: 24% dos entrevistados afirmam utilizar ferramentas de inteligência artificial no trabalho, contra 17% no ano anterior. Mas, afinal, a inteligência artificial veio para fazer o trabalho por nós ou para transformar a maneira como trabalhamos? O que a IA muda na relação com o trabalho Embora muitas atividades possam ser executadas por sistemas inteligentes, as profissões que exigem relacionamento, criatividade, pensamento crítico, ética e tomada de decisão continuam dependendo das pessoas. Para a coordenadora do curso de Psicologia da Unoeste em Jaú, Camélia Santina Murgo, a inteligência artificial já modificou significativamente a relação das pessoas com o trabalho. "Podemos observar uma mudança na forma como as pessoas se relacionam com seu trabalho a partir do aumento expressivo do uso da IA em diversas profissões. Ela automatiza tarefas rotineiras e libera tempo para que os profissionais se concentrem em atividades mais complexas e criativas. Além disso, possibilita maior flexibilidade e até o trabalho remoto, favorecendo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, comenta. Para a especialista, esse cenário exige atenção não apenas às competências técnicas, mas também aos impactos emocionais provocados por essa nova realidade no mercado de trabalho. "Precisamos estar atentos ao aumento da ansiedade e da incerteza sobre o futuro do trabalho, já que muitas pessoas temem ser substituídas pelas máquinas. Esse sentimento cresce conforme a inteligência artificial passa a ocupar mais espaço em diferentes áreas”, reitera. Aprendizado contínuo fortalece a carreira Se antes a formação acadêmica representava a preparação para a carreira, hoje ela precisa caminhar junto com a atualização constante. Novas ferramentas surgem em ritmo acelerado e exigem que os profissionais aprendem a lidar com essas mudanças e desenvolver novas habilidades ao longo da vida. "Desenvolver a resiliência é fundamental. É importante continuar se atualizando por meio de cursos, workshops, palestras e orientações de profissionais. Além disso, habilidades sociais como empatia, comunicação eficaz e trabalho em equipe tornam-se cada vez mais relevantes”, comenta Camélia. Para Camélia Murgo, a inteligência artificial deve ser utilizada como aliada, enquanto habilidades humanas seguem insubstituíveis Ector Gervasoni Competências humanas seguem como diferencial Na avaliação de Camélia, criatividade, empatia e valores éticos continuarão sendo diferenciais competitivos independentemente dos avanços tecnológicos. "A inteligência artificial pode processar dados e gerar soluções, mas não consegue replicar a criatividade, a intuição e a empatia humanas. Também não substitui a capacidade de lidar com situações complexas, que exigem julgamento ético e decisões baseadas em valores”, fala. Ela acrescenta que os vínculos construídos nas relações profissionais também fazem toda a diferença. "Gratidão, entusiasmo, afetividade e a capacidade de criar conexões humanas são elementos fundamentais para o exercício de qualquer profissão e para a realização das pessoas em seu trabalho”, finaliza. Unoeste prepara profissionais para a nova realidade do mercado Diante desse novo cenário, a universidade tem o papel de formar profissionais preparados para se adaptar à realidade do mercado, utilizar a tecnologia de forma responsável e desenvolver competências humanas cada vez mais valorizadas pelas organizações. Especialistas defendem que a formação profissional precisa integrar a inteligência artificial de maneira crítica e ética, preparando os estudantes para utilizar essas ferramentas como aliadas da produtividade, sem abrir mão do pensamento crítico e da responsabilidade. Na Unoeste em Jaú, esse conceito faz parte da formação oferecida aos estudantes. Os cursos presenciais de graduação em Medicina, Fisioterapia, Psicologia, Enfermagem e Biomedicina unem conhecimento científico, prática desde os primeiros anos da graduação e contato constante com situações reais da profissão. Essa formação amplia a preparação dos futuros profissionais para um mercado que continuará incorporando novas tecnologias, mas que seguirá valorizando pessoas capazes de interpretar cenários e tomar decisões de forma segura. IA auxilia os estudos, mas não substitui o aprendizado A presença da inteligência artificial não está transformando apenas o mercado de trabalho. Nas universidades, ela também já faz parte da rotina de muitos estudantes, funcionando como uma ferramenta de apoio para os estudos. Para Rafaella Gomes, estudante de Medicina na Unoeste, as ferramentas de IA ajudam principalmente a otimizar o tempo gasto na busca por informações confiáveis. “Eu utilizo a IA para filtrar informações durante os estudos, principalmente quando preciso aprofundar algum conteúdo. Criei um comando para que a ferramenta pesquise apenas em fontes reconhecidas, como sociedades médicas, Ministério da Saúde, PubMed, SciELO e outras referências científicas, sempre apresentando os links utilizados”, descreve. Para Rafaella Gomes, a IA pode complementar o aprendizado, desde que seja utilizada com senso crítico e sem substituir o estudo Gabriel Ferracini Apesar dos benefícios, ela reforça que a tecnologia deve complementar e nunca substituir o desenvolvimento do conhecimento. "A IA pode ser um excelente complemento para os estudos, mas o aprendizado precisa acontecer na pessoa. Se o estudante utiliza a IA de forma passiva, ela deixa de ser uma ferramenta de apoio e passa a substituir o processo de aprendizagem. Nesse caso, corre-se o risco de apenas repetir informações, que nem sempre estão corretas”, finaliza. Seu futuro profissional começa na Unoeste Se você quer construir uma carreira alinhada às profissões do futuro sem abrir mão de uma formação de excelência, a Unoeste reúne o conhecimento e prática necessários para transformar todo seu aprendizado em oportunidades. Conheça os cursos disponíveis e escolha a modalidade que melhor se adapta à sua rotina e aos seus objetivos, com opções de ensino presencial, semipresencial e a distância (EAD).