Governo exonera coronel da PM denunciado por compra de votos da chefia adjunta da Casa Militar

Coronel da Polícia Militar de Roraima, Francisco Lisboa. Reprodução/Instagram O governador interino de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), exonerou o co...

Governo exonera coronel da PM denunciado por compra de votos da chefia adjunta da Casa Militar
Governo exonera coronel da PM denunciado por compra de votos da chefia adjunta da Casa Militar (Foto: Reprodução)

Coronel da Polícia Militar de Roraima, Francisco Lisboa. Reprodução/Instagram O governador interino de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), exonerou o coronel da Polícia Militar Francisco das Chagas Lisboa Júnior do cargo de secretário-chefe adjunto da Casa Militar. A exoneração foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (12) e disponibilizada nesta sexta-feira (15). Com a saída dele, o major Rodeval Marques Andrade Sousa passa a ocupar o cargo. O g1 procurou Francisco Lisboa e aguarda o retorno. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Francisco Lisboa permaneceu no cargo por 33 dias. Ele havia sido nomeado em 9 de abril pelo então governador Edilson Damião (União Brasil), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lisboa foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por suspeita de participação em um esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024. Denuncia do Ministério Público Presidente da Câmara Municipal de Boa Vista é denunciado por esquema de compra de votos Francisco Lisboa foi denunciado à Justiça Eleitoral em fevereiro de 2026, junto com o presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, o vereador Genilson Costa (Republicanos). Lisboa chegou a ser preso em dezembro de 2024. Além dos dois, outras 14 pessoas também foram denunciadas. Todos são suspeitos de integrar o "esquema estruturado" de crimes eleitorais em 2024. LEIA TAMBÉM: Presidente da Câmara de Boa Vista e coronel da PM são denunciados por esquema de compra de votos Comandante-geral da PM investigado por venda de armas é exonerado do cargo e nomeado como secretário na Casa Militar Coronel alvo da PF em esquema de compra de votos assume chefia da PM no interior de Roraima De acordo com o MP, os investigados são suspeitos de organizar e executar "uma complexa associação criminosa voltada à corrupção eleitoral, com o objetivo de garantir a reeleição de Genilson Costa." O esquema funcionava de forma hierarquizada, com divisão de tarefas entre líderes, coordenadores e operadores de campo, além do uso de recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral, caracterizando a prática de "caixa dois". Caixa dois na eleição é quando um candidato ou partido recebe ou gasta dinheiro na campanha sem declarar à Justiça Eleitoral. A ação do MP pediu que Lisboa fosse afastado do cargo de coronel, "diante do uso indevido da função para acesso e repasse de informações sigilosas". À época dos crimes eleitorais, ele era vice comandante-geral da PM e, segundo o MP, usou o cargo para "acessar o sistema de denúncias da Polícia Militar." Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.