Globo debate IA, jornalismo e criatividade no Rio2C: 'Falar do Brasil para o Brasil', diz Pedro Bial

A diversidade brasileira como motor da criação audiovisual esteve no centro dos debates do primeiro dia do Rio2C, um dos maiores encontros de criatividade e c...

Globo debate IA, jornalismo e criatividade no Rio2C: 'Falar do Brasil para o Brasil', diz Pedro Bial
Globo debate IA, jornalismo e criatividade no Rio2C: 'Falar do Brasil para o Brasil', diz Pedro Bial (Foto: Reprodução)

A diversidade brasileira como motor da criação audiovisual esteve no centro dos debates do primeiro dia do Rio2C, um dos maiores encontros de criatividade e conteúdo da América Latina. O evento começou nesta terça-feira (26), na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, reunindo artistas, executivos, jornalistas, produtores e especialistas da indústria criativa. A Globo teve participação de destaque no evento com o “Summit Acontece Globo”, espaço que promoveu cinco painéis sobre audiovisual, jornalismo, narrativas e produção de conteúdo em um cenário marcado pelo avanço da inteligência artificial. Um dos destaques da programação foi o bate-papo comandado por Pedro Bial sobre o crescimento do interesse por documentários. Durante o painel, o jornalista afirmou que o Brasil vive um momento fértil para o audiovisual. “O Brasil é um depositário de muitas histórias, para onde você apontar. Se for para investigativo, denúncia, crime, tem. Se for para arte, cultura, beleza, conhecimento, tem. Se for para história, tem”, disse Bial. Rio2C reúne nomes da indústria criativa O apresentador também destacou a relação entre o sucesso recente dos documentários e a capacidade de o audiovisual brasileiro dialogar com a realidade do país. “É um país muito bem formado em audiovisual, muito letrado na linguagem cinematográfica, e isso tudo está aparecendo com a nossa marca tão da Globo de ser Brasil, de saber falar do Brasil para o Brasil”, afirmou. O tema central desta edição do Rio2C é a relevância da criação em um cenário de multiplicação acelerada de conteúdos e tecnologias. A programação propõe reflexões sobre o impacto da inteligência artificial na economia criativa e sobre como produzir obras capazes de gerar identificação e significado em meio ao excesso de informação. Segundo a organização, o evento reúne mais de 1,7 mil palestrantes de 30 países, distribuídos em 21 palcos ao longo de seis dias de programação. A CEO da Badauê, Alicia Cesario, responsável pela curadoria editorial da empresa, afirmou que o debate sobre inteligência artificial passa também pela busca de propósito. “Quando a gente fala de economia criativa hoje, existe um medo mesmo sobre o que vai sobrar com a inteligência artificial, para onde nós vamos”, disse. Ela afirmou ainda que a proposta do evento é ampliar o acesso às discussões do setor criativo. “A ideia é democratizar esse conteúdo tão denso e expandir além das fronteiras”, afirmou. Pela primeira vez, o Rio2C também sedia o Fórum Ibero-Americano de Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura. Sob presidência temporária do Brasil, representantes dos 15 países membros participam de encontros realizados dentro do evento. O caráter internacional do Rio2C também apareceu nos debates sobre moda, comportamento e cultura. O diretor artístico ganês Jacob Tetteh-Ashong participou de um painel sobre a influência das emoções na moda e destacou a conexão cultural entre Brasil e Gana. O CEO e fundador do evento, Rafael Lazarini, afirmou que temas como sustentabilidade, saúde mental e geração de negócios estão entre os principais eixos da programação deste ano. Rio2C 2026 reúne palestras, shows e debates na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca Reprodução/TV Globo