DPE dá prazo de cinco dias para Sesma explicar falta de anestesistas em Belém

Sem salários, anestesistas param atividades em Belém e Defensoria cobra explicações A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) estabeleceu um prazo de c...

DPE dá prazo de cinco dias para Sesma explicar falta de anestesistas em Belém
DPE dá prazo de cinco dias para Sesma explicar falta de anestesistas em Belém (Foto: Reprodução)

Sem salários, anestesistas param atividades em Belém e Defensoria cobra explicações A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) preste esclarecimentos sobre a greve de anestesistas em Belém. A paralisação afeta hospitais da rede municipal e unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a Sociedade de Trabalho dos Anestesiologistas do Pará (Stap), cerca de 120 profissionais aderiram ao movimento, iniciado em 1º de junho, devido a atrasos nos pagamentos. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp A falta de médicos resultou na suspensão de cirurgias eletivas no Hospital Ordem Terceira, Hospital Maradei, Beneficência Portuguesa e no Pronto-Socorro Municipal do Guamá. O g1 solicitou um posicionamento à Sesma, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Fachada do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março (PSM), em Belém. Cristino Martins / OLiberal No ofício enviado à Sesma, o Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (Naeca) da DPE exige informações detalhadas sobre os débitos pendentes, o número de procedimentos cancelados e as medidas administrativas adotadas para regularizar os serviços. Crise se estende a outras áreas Além das cirurgias eletivas, a crise atinge a porta de entrada da urgência e emergência. No Pronto-Socorro Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, o atraso no repasse a empresas terceirizadas suspendeu os atendimentos de neurocirurgia, traumatologia e ortopedia. Servidores do hospital denunciam ainda que o sistema de emissão de laudos de exames foi bloqueado por falta de pagamento. A empresa responsável pelo serviço de diagnóstico por imagem também ameaça desligar equipamentos de tomografia, raio-X e eletrocardiograma. A paralisação dos serviços agrava a situação de pacientes internados. A dona de casa Elisângela Franco Cunha, de 49 anos, deu entrada no PSM com aneurisma e hemorragia. Desde então, o filho dela, Gabriel Cunha, tenta, sem sucesso, a transferência para um leito de neurocirurgia. A mesma aflição é vivida por Karla Moreira. O marido dela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e, mesmo com uma determinação da Justiça para transferência a um hospital especializado, a medida não foi cumprida. "Eu quero que meu marido saia daqui, mas num saco preto, não", desabafou. Diante do volume de queixas, a Defensoria Pública da União (DPU) informou que as ações contra a prefeitura e a Sesma podem mudar de esfera. Segundo o defensor público Marcos Teixeira, o órgão avalia medidas para responsabilizar diretamente os agentes públicos envolvidos na gestão da saúde. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará