Dólar abre sessão desta quinta-feira, após anúncio do Tesouro americano e de olho no petróleo

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bols...

Dólar abre sessão desta quinta-feira, após anúncio do Tesouro americano e de olho no petróleo
Dólar abre sessão desta quinta-feira, após anúncio do Tesouro americano e de olho no petróleo (Foto: Reprodução)

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta quinta-feira (20). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O anúncio de recompra de títulos públicos (Treasuries) pelo Tesouro americano segue no radar dos mercados. Na véspera, o Tesouro anunciou que ampliaria a recompra de títulos de longo prazo, com vencimento entre 10 e 30 anos, para pelo menos US$ 4 bilhões (R$ 20,7 bilhões). A decisão veio um dia após uma forte onda de venda desses ativos, que levou os juros dos papéis de 30 anos para o maior patamar desde 2007. ▶️ Além disso, o conflito no Oriente Médio continua a impactar os preços do petróleo. Nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu sobre consequências econômicas para qualquer país que ofereça “qualquer tipo de apoio ao Irã”. O governo iraniano continua a bloquear o Estreito de Ormuz, pressionando os preços da commodity e trazendo impactos para a inflação global. Com isso, os preços do petróleo no mercado internacional continuavam a subir nesta quinta. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 2,90% perto das 9h, cotado a US$ 94,28, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, avançava 3,31%, a US$ 88,67. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,83%; Acumulado do mês: +2,10%; Acumulado do ano: --5,70%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,54%; Acumulado do mês: -5,71%; Acumulado do ano: +4,16%. Entenda o anúncio do Tesouro americano O Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na véspera, que duplicaria o volume de recompras de títulos públicos americanos (Treasuries) com vencimento de longo prazo, entre 10 e 30 anos., para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A medida, que estará em vigor entre 9 de setembro e 4 de novembro, vem como uma tentativa do Tesouro americano de aliviar o estresse no mercado de renda fixa. Um dia antes do anúncio, por exemplo, uma grande onda de venda de títulos americanos empurrou o rendimento das Treasuries de 30 anos para o nível mais alto desde 2007, em meio a temores de uma escalada na guerra entre os EUA e o Irã e crescentes preocupações com a piora do cenário fiscal americano. Do lado do conflito, além do impacto direto no mercado de petróleo internacional por conta do fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de toda o comércio global da commodity antes da guerra, os mercados também se preocupam com os efeitos indiretos do conflito. Isso porque além da consequente elevação nos preços dos combustíveis e da energia, os impactos também tendem a se estender para outros produtos, pressionando a inflação global. Petróleo volta a ficar no centro das atenções O mercado internacional de petróleo voltou a ficar no centro das atenções. Nesta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. Um dos potenciais alvos seria a base aérea búlgara de Bezmer, que desde o mês passado tem sido utilizada por aeronaves do Exército dos EUA para reabastecimento; Outra instalação que poderia ser visada é uma base aérea britânica no Chipre que já havia sido atacada por um drone iraniano em março. Além disso, o regime iraniano também tem considerado a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz em caso essa nova escalada ocorra, segundo o FT. Tais ataques, caso venham a ser postos em prática, serviriam para elevar os riscos e consequências do conflito para os EUA, disseram as fontes iranianas ao jornal. Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima. Teerã, por sua vez, que disse estar perto de concluir o acordo com o Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem. As tensões voltam a elevar preocupações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra, e seus efeitos na inflação e na oferta de energia pelo mundo. LEIA MAIS O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel? Bolsas globais Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia e após resultados corporativos abaixo do esperado. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 2,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, caiu 2,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,09% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 3,16%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar vive disparada nos últimos dias Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo