Caso Tainah Rocha: Júri absolve mulher e reconhece excesso culposo de outra em caso de analista judiciária morta em Teresina
Caso Tainah Rocha: começa júri popular de acusadas de matar analista em Teresina Ocorreu na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, na q...
Caso Tainah Rocha: começa júri popular de acusadas de matar analista em Teresina Ocorreu na 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, na quarta-feira (9), o julgamento de Fernanda Maria Lobão e Geovana Thais Vieira pela morte da analista judiciária Tainah Rocha. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Fernanda Maria e reconheceu que Geovana Thais excedeu de forma culposa os limites de defesa. LEIA TAMBÉM: 'Que a Justiça aconteça', diz pai de Tainah Rocha no dia do julgamento do caso Tainah Rocha foi atingida por 13 facadas e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. O crime aconteceu em maio de 2022. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A analista judiciária Tainah Rocha Reprodução Segundo a sentença, os jurados reconheceram a materialidade do crime, mas entenderam que não ficou comprovada a autoria de Fernanda Maria Lobão. "Em reverência a vontade do Conselho de Sentença, absolvo Fernanda Maria Lobão Ayres da imputação que lhe foi formulada, diante do afastamento da autoria pelo Conselho de Sentença", disse a decisão. No caso de Geovana Thais, os jurados responderam positivamente aos quesitos de materialidade e autoria, mas negativamente ao quesito absolutório. Conforme a decisão, eles entenderam que a acusada agiu para defender Fernanda Maria de uma agressão, mas ultrapassou, de forma culposa, os limites necessários da legítima defesa. “o Conselho de Sentença reconheceu que a acusada agiu em legítima defesa de terceiros, porém excedeu culposamente os limites da causa de justificação”, apontou a sentença. Com a decisão dos jurados, a acusação de homicídio doloso qualificado contra Geovana Thais Vieira foi desclassificada para homicídio culposo decorrente do excesso culposo de legítima defesa, conforme prevê o Código Penal. A sentença não definiu uma pena durante o julgamento. O Ministério Público do Piauí (MP-PI) ainda pode recorrer da desclassificação do crime. Se não houver recurso, o órgão deverá avaliar a possibilidade de oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ou a suspensão condicional do processo. O advogado Smailly Carvalho, que representa Geovana Thais Vieira, afirmou ao g1 que a cliente poderá ser beneficiada pela decisão. "Nesse sentido, Geovana poderá ter alguns benefícios como: suspensão condicional do processo por 2 anos ou acordo de não persecução penal, que são acordos despenalisadores quanto a sentença condenatória", disse o advogado. O crime A analista judiciária Tainah Luz Brasil Rocha, de 28 anos, morreu no dia 16 de maio de 2022, após ser atingida com sete golpes de faca em uma casa no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina. A suspeita do crime seria a namorada da ex da vítima. Tainah levou várias facadas no abdômen quando estava na casa da ex-namorada, por volta das 3h, depois de alguns desentendimentos. Uma vizinha ouviu a discussão e acionou a polícia. A jovem foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em um hospital da capital. A vítima morava em Curitiba (PR), onde trabalhava como analista, e passava férias em Teresina. A ex-namorada da vítima e a suspeita do crime foram conduzidas para a Central de Flagrantes e soltas ainda após audiência de custódia, antes da morte de Tainah. As acusadas respondem o processo em liberdade. Para o coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Baretta, a quantidade de ferimentos indicam que Tainah foi assassinada “de forma cruel e com sofrimento". “A gravidade está estampada na materialidade do crime. É fácil dizer que agiu em legítima defesa. Foi perguntado se foi por meio insidioso ou cruel e o médico legista respondeu que ‘a multiplicidade dos ferimentos sugere sofrimento desnecessário da vítima, inferindo meio cruel’”, comentou Francisco Costa. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Fonte da Reprodução:
https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/09/10/caso-tainah-rocha.ghtml