Caso Peretto: Viúva acusada de envolvimento na morte de comerciante após traição vai a júri popular

Polícia Civil descobriu que Rafaela Costa ficou cinco minutos em ligação com Igor Peretto já morto ou agonizando Polícia Civil e Redes Sociais Rafaela Cost...

Caso Peretto: Viúva acusada de envolvimento na morte de comerciante após traição vai a júri popular
Caso Peretto: Viúva acusada de envolvimento na morte de comerciante após traição vai a júri popular (Foto: Reprodução)

Polícia Civil descobriu que Rafaela Costa ficou cinco minutos em ligação com Igor Peretto já morto ou agonizando Polícia Civil e Redes Sociais Rafaela Costa da Silva, a viúva do comerciante Igor Peretto, que foi assassinado dentro do apartamento da irmã em Praia Grande (SP), vai a júri popular. Ao g1, o advogado criminalista Yuri Cruz, responsável pela defesa dela, afirmou que a ré poderá aguardar o julgamento em liberdade. Igor foi assassinado a facadas no dia 31 de agosto de 2024. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou Rafaela, Marcelly Peretto (irmã) e Mário Vitorino (cunhado) por premeditarem o crime, alegando que a vítima era vista como um "empecilho no triângulo amoroso" formado entre eles. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. A viúva deixou a prisão no dia 17 de outubro de 2025, após o juiz Felipe Esmanhoto Mateo desclassificá-la da denúncia, afirmando que ela não estava no apartamento no momento do crime, e que as provas colhidas não foram suficientes para comprovar a sua participação. Caso Igor Peretto: viúva de comerciante morto após descobrir traição deixa a cadeia Diante da decisão em primeira instância, o MP entrou com um recurso em sentido estrito, pedindo que Rafaela fosse pronunciada nos termos da denúncia, sendo submetida ao Tribunal do Júri, e tendo a prisão preventiva decretada novamente. A conclusão do MP é que Rafaela "não foi uma mera espectadora, mas uma partícipe ativa e consciente do homicídio qualificado de Igor". O recurso foi julgado pela 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em segunda instância, nesta quinta-feira (13). O tribunal acolheu em parte os pedidos do MP e da defesa da mulher, determinando que Rafaela deve ir a júri popular por homicídio duplamente qualificado: por motivo torpe e meio cruel. A qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima foi retirada, o que também beneficiou Marcelly. Esposa e cunhado combinaram de dormir juntos na madrugada do crime Rafaela perde guarda do filho com comerciante morto após traição para sogra De 'quanto tempo o corpo começa a feder' a 'como privar' rede social: veja as pesquisas de viúva O que diz a defesa? Igor Peretto declarou amor pela esposa Rafaela Costa antes de ser morto a facadas em Praia Grande (SP) Redes Sociais O advogado criminalista Yuri Cruz afirmou que a defesa recebe com serenidade a decisão que manteve a liberdade de Rafaela. Segundo ele, o pedido ministerial de nova decretação da prisão preventiva foi rejeitado por ausência de fundamentos que justifiquem a adoção de medida extrema. Sobre a pronúncia, o advogado destacou que discorda, mas respeita a decisão do TJ-SP. Cruz acrescentou que as medidas recursais cabíveis perante os Tribunais Superiores serão avaliadas e adotadas após a publicação do acórdão e a análise dos fundamentos. "[A defesa busca] o restabelecimento da decisão que havia afastado a submissão de Rafaela ao Tribunal do Júri e desclassificado a imputação para o crime de favorecimento pessoal", ressaltou o advogado. Marcelly e Mario Mario Vitorino, Marcelly Peretto e Rafaela Costa foram presos por envolvimento na morte de Igor Peretto Polícia Civil O juiz Felipe Esmanhoto Mateo determinou que Mario e Marcelly vão a júri popular por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe (relacionamento entre os acusados), meio cruel (diversos golpes de faca) e recurso que dificultou a defesa (vítima desarmada e atacada por pessoa de seu relacionamento próximo) — este último foi retirado de Marcelly em segunda instância. O julgamento popular de Marcelly está programado para o dia 26 de novembro de 2026, enquanto o de Mario e de Rafaela ainda não tem data marcada. Morte de Igor Cronologia da morte do comerciante Igor Peretto: tudo que se sabe da descoberta da traição à morte Reprodução O crime aconteceu em 31 de agosto de 2024, no apartamento de Marcelly. Dentro do imóvel estavam a vítima, Marcelly e Mário Vitorino. Rafaela chegou com Marcelly ao apartamento, mas o deixou 13 segundos antes do marido chegar com o suspeito do assassinato. Segundo os depoimentos do trio e dos advogados, a viúva Rafaela tinha um caso com Mário. O advogado de Marcelly ainda disse que a cliente e Rafaela tiveram um envolvimento amoroso no local antes da chegada de Igor e Mario no apartamento. Igor Peretto foi morto a facadas e teria ficado tetraplégico [sem movimento do pescoço para baixo] se tivesse sobrevivido. A informação consta em laudo necroscópico obtido pelo g1. As mulheres se entregaram e foram presas em 6 de setembro, enquanto Mário foi detido após ser encontrado escondido na casa de um tio de Rafaela, em Torrinha (SP), no dia 15 do mesmo mês. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos