Apesar de corte na Selic, Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista

Como a Selic mexe com tudo na sua vida O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Centr...

Apesar de corte na Selic, Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista
Apesar de corte na Selic, Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; veja lista (Foto: Reprodução)

Como a Selic mexe com tudo na sua vida O Brasil continua a ter o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) decidir nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, os juros reais do país ficaram em 9,33%. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A liderança do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,67%. O México aparece na terceira posição, com juros reais de 5,09%. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os preços globais mudou a dinâmica das projeções de inflação. Com isso, o cenário reconfigurou diversas posições no ranking, consolidando o Brasil na segunda colocação. A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, caiu para a 39ª posição do ranking, com juro real de -1,15% — refletindo, em parte, a dificuldade do país em conter a inflação. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Queda da Selic Nesta quarta-feira, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. Trata-se do segundo corte consecutivo. O movimento ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que tem gerado pressão inflacionária ao redor do mundo. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição. Veja abaixo: Turquia: 37% Argentina: 29% Rússia: 14,5% Brasil: 14,50% Colômbia: 11,25% México: 6,75% África do Sul: 6,75% Hungria: 6,25% Índia: 5,25% Indonésia: 4,75% Chile: 4,50% Filipinas: 4,5% Austrália: 4,1% Israel: 4% Hong Kong: 4% Polônia: 3,75% Reino Unido: 3,75% Estados Unidos: 3,75% República Tcheca: 3,50% China: 3% Malásia: 2,75% Coreia do Sul: 2,5% Nova Zelândia: 2,25% Canadá: 2,25% Alemanha: 2,15% Áustria: 2,15% Espanha: 2,15% Grécia: 2,15% Holanda: 2,15% Portugal: 2,15% Bélgica: 2,15% França: 2,15% Itália: 2,15% Taiwan: 2% Suécia: 1,75% Dinamarca: 1,6% Cingapura: 1,02% Tailândia: 1% Japão: 0,75% Suíça: 0% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB